OS ESCRIBAS

Letras que se confundem em histórias de instantes que passam a correr pelas vidas passadas e futuras, reais e imaginárias, ditas e escritas pelas mãos que imprimem em cada tecla, a vontade, o desejo, a emoção e o interminável percurso labiríntico de quem escreve por prazer.

30 setembro 2007

EQUINOCIAIS

Devemos seguir este sol de despedida
com uma felicidade ignorada, antes de qualquer consciência.
Devemos, porque a obrigação dos sobreviventes reconhecidos é a de saudar todas as manhãs que virão.


A um duplo de nós caberá,
nos tempos mais próximos, dissimular
os dias ténues e enevoados, sobrepondo-lhes esta luz branca,
para que a casa que construímos possa ter uma utilidade.

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