OS ESCRIBAS

Letras que se confundem em histórias de instantes que passam a correr pelas vidas passadas e futuras, reais e imaginárias, ditas e escritas pelas mãos que imprimem em cada tecla, a vontade, o desejo, a emoção e o interminável percurso labiríntico de quem escreve por prazer.

19 março 2007

A Caminho do Mar Negro

Tempo é Existir

Quem em mancebo sonhava
Que o tempo, era tão leve como irónico?
Sem nos pesar, avança,
Desconta-nos os dias.
Só cada um sabe como o aproveitou
Só cada um sabe como foi tão rápido
Cada um sabe, como o está vivendo.
Corre em volta de nós
E tudo parece ontem, ou agora.

É a maravilha do existir
É o ópio e a morfina do tempo.

Assim,
Repete-se o barulho do avião
Felizes
Porque vamos viajar.
Viro a cabeça
E não te vejo
Estendo a mão
E não te encontro…

Tu?... Ès espaço sem contorno
És tempo,
Pena de asa que não se sente
Poeira sempre presente
Bem junto a nós
Cuidando-nos.

Acarinho-te
Como acarinho o tempo…
Ele roça, e passa por nós
Mas tudo parece ontem, e tudo parece agora



anónima

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